Natural
de São Leopoldo, Samuel Albrecht é apaixonado
por esportes desde a infância. Chegou a competir em
diferentes modalidades, como futebol, vôlei, handbol,
natação, taekendo e corrida. “Não
tinha nada que eu não encarasse”, relata.
A
paixão pela vela, porém, vem de família,
seu pai, Jorge Alberto Albrecht Filho, também chamado
Samucão, é um velejador conhecido. Foi acompanhando
Samucão nas regatas da classe OCEANO que a certeza
de que este era o seu caminho foi se solidificando. E com
apenas sete anos de idade, na raia do cristal, Samuca começou
a navegar na escola de vela do Iate Clube Guaíba,
na classe OPTIMIST. Na qual participou de alguns campeonatos
estaduais e brasileiros. Passou, ainda, pelo SNIPE; LASER
STANDARD; 49er; SOLING; e LASER RADIAL, na qual foi Campeão
Gaúcho, Sul Brasileiro, Regional Sudeste, Brasileiro,
3º colocado no Sul Americano e no Campeonato Hemisfério.
Porém, coincidência ou não, foi na classe
OCEANO que ele começou a encarar o hobby como uma
possível profissão. Possibilidade que se tornou
certeza e garantiu a primeira classificação
em uma Olimpíada.
Samuel
representará o Brasil nos Jogos Olímpicos
de Pequim velejando pela Classe 470, ao lado de Fábio
Pillar. A dupla formada no início do ano e estreante
na categoria, patrocinada pela Mitsubishi Motors, Teikon,
Zero Filmes e Mormaii, conquistou a classificação
em maio deste ano após finalizarem o mundial, realizado
na Austrália, na 28º colocação.
E
o aproveitamento em regiões de ventos fracos, como
os esperados na região de Qingdao, vem se aprimorando.
Fábio e Samuca finalizaram o Campeonato Europeu da
Classe 470, realizado no final de maio deste ano, no lago
de Garda, ao norte da Itália, em 18º lugar.
Os
bons desempenhos são resultado de uma trajetória
que contou com importantes personagens, como o atleta olímpico
Alexandre Paradeda, com quem Albrecht foi proeiro, em 2002,
e pôde aprender sobre as peculiaridades da 470. Assim
como o experiente timoneiro André Fonseca, que o
acompanhou na classe 49er e ao lado de quem foi membro da
equipe Olímpica nos anos de 2005 e 2006, além
de campeão brasileiro e sul americano. Mas nada disso
seria possível sem muita dedicação.
“Tudo na minha vida está
relacionado aos barcos. Meus momentos de lazer, de diversão,
meus amigos, meu trabalho, tudo está no contexto.
Sou conhecido pela maioria das pessoas como velejador ou
por ser velejador. Minha vida gira em torno da vela. O clube
é meu lugar de descanso, trabalho, diversão
e onde encontro todos os meus amigos”, declara.